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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Bruxelas

A distância em horas de Paris a Bruxelas usando o TGV é de 1:25 h e há trens mais ou menos a cada hora. Ou seja, fazer um bate-e-volta de Paris a Bruxelas é uma EXCELENTE opção.

Bruxelas é tida muitas vezes como uma cidade sem graça e cuja visita não vale muito a pena.
Engano!
A cidade é muito bonita e não tem nada de sem graça, muito menos para os amantes da cerveja, para quem nenhuma cidade da Bélgica, país que tem em sua carta quase dois mil tipos de cervejas, pode ser sem graça.

Falei em bate-e-volta, mas na verdade dormi em Bruxelas. E por que? Porque queria experimentar várias cervejas durante o dia e não pretendia perder a noite da cidade. Mas, garanto que em um dia dá para andar pelo centro antigo da cidade e ainda ir em algum bar com uma boa carta de cervejas ou comer um "moulles et frites" num restaurante.

Dormi no Hotel A La Grande Cloche (site do hotel) que fica a meio caminho etre o centro e a estação de trens, facilitando a vida de quem usa esse meio de transporte para chegar à cidade.

Comecei pela Grande Place onde estão o Hotel de Ville (prefeitura) e a Maison du Roi (Casa do Rei), além de belíssimas achadas de casas que são escritórios e restaurantes.







Depois me perdi pelas ruas do centro, fui até a catedral, vi o Manneken Pis (a famosa estátua do menininho fazendo xixi), passei pelas Galeries Royales, vi um lindo cinema de rua:



E então resolvi ir conhecer o verdadeiro espírito cervejeiro de Bruxelas e fiquei indo em vários bares até o final da noite. No outro dia de manhã, trem de volta para Paris.

O bar mais incrível é o famoso Delirium Cafe (site do bar) que fica numa ruela do centro. É uma instituição que tem uma bíblia carta com 2400 cervejas, incluindo as belgas e cervejas do mundo todo. Impressionate!
E é incrível que os povos que apreciam verdadeiramente a cerveja, como os belgas e holandeses, tenham o copo certo para cada cerveja que te servem. Fico transtornada só em pensar na quantidade de copos de um lugar como esse.

De dia o Delirium estava assim:





À noite não dava para chegar nem a 50 metros da porta de tanta gente esperando para entrar. Portanto, se não gosta de muvuca como eu, vá enquanto o sol ainda brilha.

Mas Bruxelas não é só o Delirium Café, há inúmeros outros bares com cervejas próprias, com cervejas artesanais, com uma infinidade de cervejas belgas, para todos os gostos e bolsos.

Alguns são encantadores tanto no atendimento como na atmosfera, como este aqui:


A conclusão é que Bruxelas não pode ser desmerecida em sua beleza e atrativos. Adorei conhecê-la e ainda fiquei com vontade de um dia voltar.









sexta-feira, 22 de julho de 2011

brugge (setembro/2010)

A Bélgica parece ser um país um pouco esquecido pelos turistas. Sempre fica a dúvida: ir ou não ir visitá-la?
Já que o nosso roteiro tinha como principais cidades Asterdam e Paris, e Brugge tem acesso relativamente fácil a estas cidades, decidimos visitar a Bélgica. Sua capital e a Antuérpia, outra cidade importante do país, vão ficar para a próxima.

Brugge é a capital da região de Flandres e tem como língua oficial o flamengo. Sua história é deveras interessante. A cidade, que data do século IX,  foi durante muito tempo um dos centros comerciais da Europa, graças ao seu acesso direto para o mar. Além disso, no século XV, serviu de moradia para artistas e pintores famosos. Porém, por volta do século XVIII e início do XIX, Brugge perdeu seu posto comercial, tornou-se uma cidade esquecida e empobreceu, renascendo somente no século seguinte, até ter seu centro histórico tombado pelo patrimônio em 2000 e tornar-se capital européia da cultura em 2002.

Ir de trem de Amsterdam para Brugge leva menos de 3 horas, com conexão em Antuérpia ou Bruxelas.

a bela estação de trem de Antuerpia


O hotel que ficamos chama-se Hotel Van Eyck (http://www.hotelvaneyck.be/) e tem esta descrição no seu site (em português!): "originalmente uma residencia típica do século XVIII, o Hotel Van Eyck foi reconstruído e adaptado com o objectivo de proporcionar o conforto esperado pelos nossos clientes. Alguns detalhes de Art-Nouveau são ainda visiveis tal como a escada em espiral de acesso ao primeiro e segundo andares. O hotel está situado no coração da cidade, à sombra da Torre dos Sinos e a dois pasos de lojas e dos sítios de maior interesse histórico e cultural."
Assino embaixo da descrição, recomendo o hotel e digo que ele fez a nossa viagem ser ainda melhor; o atendimento e a gentileza da sua hostess, a Mireille, faz o lugar ser ainda mais especial.

hotel van eyck

hotel van eyck

Fazer um bate e volta a Brugge, como muitas pessoas fazem, é algo que se eu tivesse feito tenho certeza de que me arrependeria muito. Tínhamos decidido passar duas noites na cidade e foi uma decisão bem acertada.

Brugge é encantadora e aproveitá-la durante a noite é algo que eu ficaria com muita vontade de fazer caso não o tivesse feito.

Para saber o que fazer na cidade é só pegar um mapa com informações turísticas e caminhar... caminhar... dá para andar pela cidade toda à pé. Caso o meu amigo leitor vá ficar no Hotel Van Eyck, não precisa preocupar-se com nada, já que a Mireille te dirá todos os lugares onde ir e te dará mapinhas. Deixo aqui o relato em fotos das caminhadas que fizemos:








Para falar da noite de Brugge, conto aos senhores os bares que fomos e as cervejas que tomamos (éééé, afinal estamos na Bélgica, terra da cerveja):

- qualquer restaurante turístico com mesas na calçada vai ter um delicioso "moules & frites" o qual eu comi dois dias seguidos, devidamente acompanhado por Brugse Zot (uma cerveja de fabricação local);



- 't Brugs Beertje (Kemelstraat 5): lindo pub onde tomamos cerveja "vintage" e pão com patê;



 - Cambrinus (Philipstockstraat 19): famoso bar cujo cardápio de cervejas é o maior que eu já vi; aí tomamos Delirium Tremens e Urthel;





- De Garre (De Garre, 1): pub De Garre, na rua De Garre, que fabrica a cerveja com nome... De Garre; é difícil de achar, mas procure para ter uma ótima recompensa no final; aí tomamos a cerveja deles, óficórsi, e comemos mais pão com patê!





- Café Vlissinghe (Blekersstraat 2): café do ano de 1515, conhecido como a taverna mais antiga de Brugge; aí fomos novamente de Brugse Zot e Vieux Temps;





 
- quando pensava em ir para o hotel,  Marcelo inventou uma saideira no Lokkedize (Korte Vulderstraat 33), bistrozinho onde costuma ter shows de jazz, mas que já estava fechando as portas; 



Impressões Bruggianas:


- vale à pena visitar, mesmo que seja meio contra-mão, e tem que dormir, nem que seja uma noite;
- Os belgas, pelo menos os de Brugge, são atenciosos e não são cara feia, mas também não ficam rindo à toa;
- Há mais de 700 cervejas belgas (segundo eles). Só no Cambrinus a carta tinha 400 (também segundo eles que eu não contei, né);
- A língua na Bélgica é o neerlandes ou o flamengo, mas esta última não pode ser escrita, somente falada (!);
- Os primeiros habitantes da cidade foram os flamandes e a região tem o nome de Flandres;
- Brugge tem 120.000 habitantes, 2 cinemas e uma cinemateca (!!). Nos cinemas estavam em cartaz The Tree, filme francês com a Charlotte Gainsbourg, e Tio Boomne, último filme do Apichatpong Weerasethakul; na cinemateca ía ter um curso de cinema americano ("de Griffith a Allen") e cinema europeu ("de Lang a Akerman"). Impressionante!!!