domingo, 7 de outubro de 2012

Roteiro pela Provence, Lyon e Turin

Não, nossa viagem pela Provence não foi aquela típica viagem onde as pessoas alugam um carro e saem parando de vilarejo em vilarejo e comendo nos restaurantes estrelados que estão pelo caminho. Nosso "budget" não permitia isso e, sinceramente, não sei se é muito minha praia. Gosto de ficar quieta em um lugar e ver várias cidades me deixa meio tonta.

Achei até um pouco exagerado e cansativo ter conhecido 8 lugares em 17 dias... é, assim foi.

Nossa viagem começou em Marseille, onde ficamos 4 dias. De Marseille entramos para a região da Provence, indo para Arles e Aix-en-Provence. De Arles fizemos dois bate e volta: um para Avignon e outro para St-Remy-de-Provence. Saindo da Provence fomos para a região dos Aples-Rhone e conhecemos a sua capital, Lyon. Por fim, atravessamos a fronteira entre a França e a Itália indo para Turin, de onde saiu nosso vôo de volta para o Brasil.

Nosso roteiro ficou assim:


Exibir mapa ampliado

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Montevideo

Pela mais pura ignorância eu não fazia idéia de que Montevideo era uma cidade praiana. Sabia que assim como Buenos Aires, Montevideo está à beira do Rio de La Plata, mas não sabia que nesta última o rio assume o lugar de praia e muda o astral dos seus moradores. As fotos abaixo foram tiradas no inverno, mas no verão o clima é de praia mesmo. 




Para quem chega de avião na cidade a primeira impressão é muito boa, pois o aeroporto de Carrasco é lindo,  moderno e limpo, ou seja, um ótimo cartão de boas vindas.

A chegada do vôo Guarulhos - Montevideo da Gol às 13 horas é um excelente convite para um almoço e fomos direto para o ótimo restaurante La Perdiz no bairro de Punta Carretas, que junto com Pocitos são os bairros onde há mais bares, restaurantes e lojinhas modernetes.

Estes dois bairros concentram, junto com o Centro, boa parte dos hotéis da cidade. Hospedar-se no centro significa ficar perto dos pontos turísticos e poder bater perna durante o dia. Hospedar-se em Pocitos ou Punta Caretas significa estar perto dos restaurantes, bares, casas noturnas e dos locais de compras, como lojinhas e o maior shopping da cidade. Como sou mais adepta ao primeiro tipo de passeio, achei muito bom ficar no Centro.

O hotel onde ficamos chama-se Axsur e é um hotel recem inaugurado, com preço justo, muito limpo, confortável e com ótimo atendimento. Por falar nisso, no quesito atendimento Montevideo merece (quase sempre) nota 10.


O Centro de Montevideo é muito fácil de ser percorrido à pé e creio que um dia já é o suficiente para dar uma boa pincelada nos pontos principais.
A Plaza Independencia é a principal da cidade e numa de suas esquinas está o Edificio Salvo, que já foi  mais alto da América Latina e hoje tem no seu topo uma horrenda antena (devidamente cortada na foto) que me deixou impressionada com tamanha feiura. Ao lado da praça está o principal teatro da cidade, o teatro Solis.

Edifício Salvo
 

Aí próximo estão mais duas praças importantes que são a Plaza Cagancha e a Plaza Constituición. Esta última abriga a Igreja Matriz e o Cabildo, onde vale à pena entrar para conhecer um pouco do passado da cidade. Ligando a Plaza Independencia e a Plaza Constituicion há uma ruazinha de pedestres muito simpática chamada Sarandi.


No início da Sarandi encontra-se um resto da muralha que circundava Montevideo.
Há várias décadas atrás Montevideo resumia-se ao que hoje se conhece por Ciudad Vieja e era uma cidade murada.


Agora, o que mais me encantou em Montevideo foi mesmo o Mercado Central onde fomos por dois dias seguidos comer no Restaurante El Palenque. Eu já havia lido dicas em outros blogs dizendo que esse era o melhor restaurante do mercado, mas que havia outros também muito bons. Nada disso! Tentamos experimentar mais de um restaurante e erramos feio. O Palenque tem a melhor comida e o melhor atendimento (não espere também preço tão camarada, tudo é meio carinho). Não se pode deixar de provar a provoleta e os txipirones, além de claro, os mais variados tipos de corte de carne que ficam ali na sua frnete numa enorme parrilla assando sem parar. Quanto ao vinho, tanto aí como em outros restaurantes em que estivemos, só tomamos o Tannat (uva local) que me surpreendeu bastante.

 

No domingo o passeio local mais famoso é ir à feira Tristan de Navaja que ocupa várias quadras de uma região próxima ao centro e é um dos lugares mais pitorescos onde já estive. Tem de tudo na feira, frutas e legumes, roupas e sapatos, vários objetos usados e eletrodomésticos em inacreditável péssimo estado de conservação. Parte do que está à venda está em barraquinhas, mas também há várias coisas ali memso no chão... tudo exposto à venda.


Montevideo é uma cidade muito tranquila, pacata, sem trânsito, sem muvuca. Pelo contrário, no fim de semana, mesmo nas partes mais turísticas do Centro não havia quase ninguém. Muitas vezes parece uma cidade do interior.





 
A arquitetura da Ciudad Vieja é bela, mas essa parte da cidade é muito mal conservada e dá dó de ver tantos lindos prédios abandonados. Fiquei impressionada com a antiga estação de trem totalmente largada às moscas.



PS:
que me perdoem os argentinos (incluindo meu querido marido), mas os alfajores do uruguai são bem melhores. Diquinha para quem vai: volte com a mal cheia de alfajores e bocaditos Punta Ballena. Garanto, são antídotos contra o mau humor, contra a TPM e contra o sufoco dos dias de stress.










segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Bologna


Por fim, fomos para Bologna, cidade onde um dia quero voltar com calma. Bologna, capital da região Emiliana-Romana, já tem uma cara e uma arquitetura bem diferente das cidades da Toscana. É uma grande cidade com cerca de 1 milhão de habitantes e é conhecida pela ótima gastronomia.  Caminhando pelas suas ruas você se depara com incríveis mercados dos mais variados tipos de comida.






A viagem de trem de Firenze a Bologna dura 1 hora e 35 minutos e custa entre 7 e 10 Euros a depender da hora (existe um trem mais rápido que é, obviamente, mais caro).

A cidade é conhecida como “La grassa, La dotta, La rossa”, traduzindo: gorda, culta e vermelha.  Gorda porque é famosa pela sua gastronomia, como já mencionei; culta, creio que seja pela sua tradição em Academias (a primeira Universidade do mundo Ocidental foi a Universidade de Bologna, inaugurada no século XII); vermelha porque a cor vermelha impera nos seus prédios e Bologna é vermelha como o molho a bolonhesa!
Andar pelas suas ruas, ver os prédios do Centro, visitar sua linda (e vermelha) Catedral e a Chiesa Santa Maria Della Vita que abriga a impressionante obra Compianto sul Cristo morto é programa que dá vontade de voltar a fazer.






detalhe de Compianto sul Cristo morto (fonte wikipedia)

Bologna é tambem famosa pelos seus clubes e pelo festival de jazz. Quem já esteve por lá foi este senhor aí:



Quanto à comida, infelizmente o spagheti a bolonhesa que comemos foi péssimo e com certeza comemos no lugar errado - e taí o motivo para voltar um dia.

O final do bate perna em Bologna foi numa Osteria comendo queijos e tomando Pinot Grigio com uma posterior deliciosa torta de frutas vermelhas com café... e que café!!
Aliás, eu que nem sou chegada a café fico encantada com os cafés que esses italianos preparam.



Pronto, motivo para voltar para a Itália em breve: tomar um bom café!

Siena, San Gimignano, Lucca

SIENA

Siena é uma das maiores cidades da Toscana, foi colonizada pelos romanos que deixaram várias das suas marcas pelas ruas da cidade.

A quantidade de turistas é grande, mas é agradavelmente menor do que em Firenze. Além disso, como muita gente vai somente para passar o dia na cidade, quem tem o privilégio de dormir lá pode conhecer um pouco melhor, durante a noite, o que é uma Siena mais vazia e mais autêntica.

O ônibus de Firenze para Siena custa 7,80 Euros e a viagem dura 1 h e 15 min.
Muita gente anda pela Toscana de carro, mas digo, vale à pena a tranquilidade e o custo do ônibus se for o caso de ir a poucas cidades num mesmo dia.

Fomos de Firenze para Siena, dormimos lá e passamos o dia seguinte em San Gimignano, voltando para Firenze no final da tarde do segundo dia, tudo de ônibus, com ótimos preços e muita facilidade para acesso.

Passamos o dia batendo perna pela cidade com direito a um cochilo à tarde e um ótimo jantar à noite.

Infelizmente não lembro o nome da tratoria onde comi um Tagliateli com Porcini fresco e Michelle comeu Javali com molho de chocolate e piñole, além de uma bruscheta de maçã com queijo e mel que me mataram de inveja.

Siena é isso aqui:







SAN GIMIGNANO

O ônibus para San Gimignano custa 6 Euros e vai direto de Siena para lá.

Não gostei da cidade que mais parece cenário montado para a novela da Globo. Fofa demais e sem personalidade demais.
Mas tudo tem um lado bom, San Gimignano tem o Vernaccia de San Gimignano, um vinho branco de produção local que se tomado num restaurante sem graça de comida ruim, mas junto com uma amiga,  rende conversas idiotamente boas e consequentemente ótimas risadas.



E San Gimignano tem também de bom a Gelateria Della Piazza que se auto-intitula "sorvete campeão mundial" e que se não for tudo isso que diz ser, está bem perto.
Lá, praticando o pecado da gula, tomamos 6 sabores de sorvete (!) e deixo aqui o ranking:
** Frutti di Bosco
*** Nutella
*** Tiramisu
*** Amarena
**** Yogurt frutti di Bosco
***** Chocolate com Laranja (CAMPEÃO!)



Um pouco de San Gimignano:




LUCCA

O outro bate e volta que fizemos foi para Lucca, linda cidade murada também com colonização romana.
O trem de Firenze para Lucca dura 1h e 15 min e custa 7,20 Euros. Mais uma vez digo que acho que vale à pena o trem.
Sua principal atração é sua praça central arredondada que é o resquício de um antigo anfiteatro romano.
Mas o que mais me agradou em Lucca foi a sua calmaria, seu lado bucólico e seus montes de velhinhos andando de bicicleta para todos os lados.






De Volta a Firenze, Agora com a Amiga

Antes de começar a escrever novo post sobre Firenze fui ler o meu post anterior, da viagem que fiz em 2009.
No geral as coisas não mudaram e endosso o que escrevi na época. Os Davis continuam no mesmo lugar, a cidade mantem-se como um museu a céu aberto e os sorvetes permanecem como os melhores que já tomei na vida, mesmo tendo-se passado três anos e muitos sorvetes mundo afora.

Só duas coisas mudaram, e mudaram para pior. A cidade está infinitamente mais cheia de gente (leia-se, de turistas) e os preços estão mais altos, talvez uma coisa consequência da outra.
Uma taça de vinho custa em média 5 Euros (exceto as taças do tal Brunello de Montalcino, que saem por cerca de 13 Euros), água em torno de 3,50 e os pratos em torno de 20 a 25 Euros. Então uma refeição com uma taça de vinho, água e um prato (que não seja de carne, porque os de carne são mais caros) sai por volta dos 30 euros, que não é muito para quem está acostumado com os preços de São Paulo, mas é muito quando comparado aos preços de outros países Europeus.

Mas o sorvetes continuam custando de 1,80 a 2,00 Euros e isso é uma ótima notícia!!! O "coffe crunch" da gelateria "Perché No!" é definitivamente o sorvete mais saboroso do universo.



Como desta vez não fiz nenhum passeio turístico, não subi em nenhum monumento, não entrei em nenhum museu (que, por sinal, tinham filas assustadoras) e me limitei a tão somente vagar pelas ruas de Firenze e observar seus habitantes permanentes e transitórios, não darei exatamente dicas do que fazer e sim dicas de onde ficar quando não quiser fazer nada e dicas de onde comer bem.

A Michelle que já tinha dividido comigo o prazer que é andar por terras alheias, foi quem me acompanhou desta vez. Fui para um congresso médico e aproveitei para passar mais uns dias passeando pela Toscana. Além de Firenze visitamos Siena, Lucca, San Gimigano e Bologna, sobre as quais falarei em posts à parte.

A ida foi pela Alitalia com conexão em Roma e a hospedagem no mesmo B&B que eu já tinha ficado com o Marcelo quando fui da outra vez, o L'Alloro. O B&B continua com a mesma limpeza e a mesma simpatia da dona, a Veronica, que por um preço camarada deixou a gente fazer um late check-out.

Chegada no aeroporto de Firenze = boa surpresa! O taxi tem tarifa fixa para a região da Estação Santa Maria Novella (22 Euros), assim você não fica com medo de estar sendo roubado ou de o motorista (no nosso caso uma motorista) estar dando voltas desnecessárias.


Esta ida a Firenze foi mesmo para ir ao Congresso e para reviver as coisas interessantes da cidade, comer, tomar vinho e tomar sorvete.

Então digo onde fiquei fazendo nada:

Quer um fim de tarde maravilhoso em Firenze? Próximo a hora do por do sol compre um sorvete na gelateria Santa Trinitá (o ciocolato fondente com arancio e amarena é de arrepiar), fique na ponte de mesmo nome e aguarde a tarde cair vendo os tipos raros que cruzam a ponte. Quando o sorvete acabar vá lá e compre outro ou entre em algum mercado, compre um vinho e azeitonas e fique aí, exercitando o "dolce far niente". O espetáculo que verás é este aqui:




Outro local para exercitar a doçura de não fazer nada é do outro lado do rio, no Oltrarno. Nessa região vale à pena se perder pelas ruazinhas e descobrir cantinhos interessantes. Os turistas já invadiram a área, que está bem mais cheia deles do que em 2009, mas a pitoresca Piazza Santo Espirito ainda é um local de refúgio.




Digo onde comi:

- Tratoria 4 Leoni: Carcciofi frite e Finocchi com pera regados por um bianco di Toscana (segundo Michelle, que se lambuzou com tripa a la Fiorentina, o meu finocchi estava queimado e eu nem senti);
- Na mesma Piazzera onde está a Tratoria 4 Leoni há um café pequenino onde um dia quero voltar. Não lembro o nome do lugar, mas aí comemos uma Apple Pie com café que estava fantástica... recomendo a quem for à Tratoria 4 Leoni deixar para comer a sobremesa neste cafezinho;
- Cipolla Rossa: o spagheti al'uovo com molho de panna e prosciuto frito foi motivo para comer dois dias seguidos o mesmo prato no mesmo restaurante;
- Tratoria Ponte Vecchio: além de um atendimento especial a tratoria tem um finocchi com pera bem melhor do que o da Tratoria 4 Leoni. Recomendadíssimo!!!
- Vini i Vechi Sapore: uma tratoria minúscula com apenas 6 mesas que são divididas entre comensais amigos dos donos e estranhos, com uma tendimento super amigável e uma comida deliciosa. Comi um pecorino com geléia de entrada e depois um risoto de aspargos delicioso. O vinho era da casa e ao final o garçon / filho do dono me deu de brinde um copinho de tinto a mais... maravilha.
- Ah! Não preciso dizer que em todo lugar que fomos pedimos bruscheta de entrada... e a gente acha que come bruscheta no
 Brasil, ai ai...
- além desses lugares com nome, é claro que rolou umas paradas para vinho com azeitonas  em uns bares de vinhos que ficam nas esquinas de Firenze. Destes não lembro os nomes.




sábado, 19 de novembro de 2011

E tinha um Oompa-Loompa tomando banho de sol em San Sebastian

Madrid com amigos outra vez

Voltar em Madrid é sempre bom.
Aliás, voltar em qualquer cidade é bom (desde que você tenha gostado dela, obviamente).
Voltar significa não ter compromisso em ver pontos turísticos, já ter uma impressão sobre a cidade que vai sendo aprimorada e, principalmente, significa desfrutar com mais calma de coisas que a cidade tem a oferecer que numa visita mais turística o tempo não permite.

Chegamos em Madri no início da noite, bem cansadas da viagem de carro e de carregar malas no metrô. Mas, ainda assim, demos uma saída rápida para encontrar o Fábio, amigo que está passando uma temporada na cidade. Fizemos o que mais gosto de fazer, "salir de tapas". Taberna vai, taberna vem... tomamos várias "cañas" e comemos as coisinhas deliciosas que só a Espanha tem... que azetitonas fantásticas... e o pulpo a la gallega... queso manchego... tudo é tão maravilhoso!



No dia seguinte tomamos café a saímos andando pelos arredores da Plaza Mayor. Chegamos ao Mercado San Miguel. Mal tínhamos digerido o café e lá estávamos nós comendo pintxos e azeitonas e tomando vinho!!! O Mercado San Miguel é só alegria e está no top 5 dos meus locais preferidos em Madrid.

plaza mayor

Já devidamente abastecidas de pintxos e vinho fomos até a Caja Forum ver a exposição do Delacroix que vale muitíssimo à pena.
Andamos por toda a região do Barrio de Las Letras, comemos churros com chocolate e fomos descansar no hotel. A noite foi na Taberna Alhambra com tapas de almondegas, queso manchego e vinho rosé.

No dia seguinte fomos ao Museu do Prado. Já conhecia o museu, mas ele é tão magnífico que mesmo numa visita rápida a Madrid é recomendável voltar lá.  O Prado é enorme, o que torna impossível e cansativo ver tudo bem visto numa visita só, entretanto, como boa vontade, é só focar-se no que está interessado em ver e aproveitar um dos melhores museus que há na Europa. O que me impressiona no Prado é que em muitos dos museus que já visitei existem várias salas que deixo passar porque o que está lá não me interessa; no Prado é ao contrário, TODAS as salas são interessantes para mim. Nada é para passar batido. Por isso, ir duas, três ou várias vezes lá é sempre um programa gratificante.

Depois do almoço num restaurante próximo ao museu, o Mariano, que é muito bom e tradicional, porém muito caro para o meu gosto, veio um dos meus melhores momentos da viagem. Comprei minha lomo Fish Eye! Para quem não sabe a lomografia foi desenvolvida no início da década de 80 na antiga URSS, quando os generais resolveram fabricar uma câmera compacta, com corpo e lente de plástico, portanto, barata, que servia para fotografar o estilo de vida comunista e, logo, fazer propaganda do mesmo. A fábrica tinha o nome de LOMO Leningradskoye Optiko Mechanichesckoye Obyedinenie (União de Óptica Mecânica de Leningrado).
A lomo fish eye era um sonho de consumo que realizou-se na própria lojinha da Lomo em Madrid (na simpática Calle de Echegaray), ao lado do meu amigo Fábio, que compartilhou desta alegria, e quiçá tenha ficado até mais alegre do que eu (?!)

na frente da lojinha da Lomo

eu e minha fish eye no Mercado San Miguel

Depois de sair fotografando Madri fomos nos despedir da cidade no velho e bom Mercado San Miguel. Já era hora de voltar para o Brasil e a última noite prometia...





Foram muitos pintxos com vinho no Mercado San Miguel. Depois eu tive a bela idéia de tomarmos a saideira num barzinho que ficava em baixo do nosso hotel porque daí era só subir e dormir para de madrugada pegar o vôo. Saideira esta que se estendeu mais do que deveria e nos levou para mais uma taberna na região da Puerta Del Sol com direito a mais tapas, mais vinhos, choros, despedidas, confissões e tudo que quem já tomou um vinhozinho a mais sabe bem o que é.

início da noite

fim da noite

Resultado: dormi às 2 horas e levantei às 5 horas para ir para o Aeroporto de Barajas. Não preciso dizer que passei muito mal no vôo Madri-Lisboa e jurei nunca mais fazer isso num último dia de viagem. Mas confesso, a mescla Madrid + ótimas companhias é tão harmoniosa que... sei não... talvez fizesse tudo de novo.